- Poggio Rusco!!!!
- Como assim?
- O que os céus estavam a me dizer?
- Explico: Poggio Rusco é a cidade onde nasceu meu avô, Ettore Bugni e de onde a familia Bugni (Lucindo, Luigia e alguns filhos) emigrou para o Brasil, mais especificamente, uma fazenda de café em Salto Grande (hoje Salto).
Desci em meio à neblina e ao frio para fotografar a placa indicando o nome da estação. Era um bom sinal, se era. Ainda levou um tempo para o trem se movimentar e partir.
Bologna.
Estação moderna e fácil de se movimentar. Tínhamos 15 minutos para chegar à plataforma de embarque para Lecce. Deu tempo. Deu até para comprar água numa maquina encostada em um canto da plataforma.
Viagem de Bologna à Lecce
Era a segunda parte e a mais interessante, viajaríamos em cabines leito, uma experiência completamente nova para o João.
Entramos no vagão com malas pesadas. É a parte ruim da viagem, as malas.
Nosso vagão tinha um beliche de três camas: Eta ficou com a inferior, João com a do meio. Subi na escada de acesso à cama superior e não me atrevi, poderia té subir, mas não aguentaria o perrengue de descer. Decidi dormir com o João em uma cama de solteiro no beliche intermediário. Havia uma faixas de contenção para não cair, confiei nelas. João foi para o canto e eu me encostei nos tais cintos. Nossas malas estacionadas dentro da cabine nos dava a segurança de podermos dormir a noite toda. Seriam mais 8 horas de viagem até Lecce, na Puglia.
Acordamos já dia claro uma hora antes de desembarcar; a linha férrea corria paralela ao mar. Muitas cidades e vilas-balneários: Bari, Polignano al Mare, Monopoli, Ostuni, Brindisi, Lecce. No verão tudo fica muito movimentado.
Eram mais de 8 horas da manhã quando chegamos a Lecce. estação em obras e tapumes, andamos um quarteirão até entrarmos num taxi que nos levou ao local de hospedagem, a 400 metros do centro histórico.