quinta-feira, 23 de agosto de 2012

2.2 - Pernambuco: Petrolina e Juazeiro

Petrolina, em Pernambuco e Juazeiro, na Bahia estão face a face tendo o Rio Sao Francisco a separá-las e a ponte Presidente Dutra a uni-las. Juntas formam um aglomerado de cerca de 500mil pessoas. Petrolina e industrial e cosmopolita (quase 50% de sua população é estrangeira, já Juazeiro é uma terra de bahianos, vive de comercio e servicos. Ambas ancoram sua economia na agricultua irrigada, produzindo frutas (coco, manga, uva, melão e banana) e vinhos.
Peguei estes dados no IBGE - 2010 para compará-las, nem sáo diferentes assim na essência:


Petrolina Juazeiro
População 293.962 197.965
pop< 24a. 49% 47%
% de estrangeiros 46% 34%
analfabetos 8%
rendimento      médio 234,00 - Rural
548,00 - Urbano
saneamento 71%
Inc. Pobreza 43% 45%

Sao duas culturas diferentes instaladas no mesmo lugar e nem sempre são cordiais. Se pudessem, matavam-se uns aos outros... Um bahiano vai para a Escola e aprende a historia, a geografia e os valores da Bahia. Já o seu vizinho, do outro lado do rio recebe a cultura e os valores de Pernambuco. E esses valores movem suas vidas. Cada uma tem seu coronel politico (em Petrolina o patriarca foi Clementino Coelho) e nada sei dos politicos de Juazeiro.
O ar moderno de Petrolina  aparece em suas avenidas amplas e estrategicas, fazendo o trafego fluir, seus arranha-céus de luxo beirando a Orla, seus centros médicos tecnológicos, seu aeroporto, tudo isso lhe dáum ar moderno e cosmopolita.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

2.1 - Pernambuco: Vale do São Francisco

Pronto, decidi!
Em meio à insonia da madrugada, quando os sites abrem mais rápidos, marquei minha passagem para Petrolina.O foco maior será visitar as vinícolas da região, as desafiadoras vinícolas do Paralelo 8! São seis em seu total. Não pense que essa informação foi fácil, os sites são muito contraditórios.

Mas também quero me deixar tocar pela cultura de Petrolina, em Pernambuco e Juazeiro, na Bahia. Prometo uma fotografia da ponte sobre o São Francisco, ligando as duas cidades.


Para quem foi tão longe, é preciso andar mais um pouco e visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí, com suas pinturas rupestres únicas.
Tenho duas semanas para preparar a viagem e - esta é, com certeza, uma parte muito saborosa. É quando se decide o roteiro geral, se toma contato com as informações geográficas e históricas do local, se vê muitas fotos e - viajando na imaginação - vamos filtrando os desejos e montando um roteiro prévio.
Já comecei...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chegando em casa

Para quem dirigiu até 800 km num único dia, os 450 km que separavam Capão de Pinda nos parecia moleza.E foi! No ritmo de dirigirmos duas horas cada um e com a Marginal Tietê livre, em 4 horas vimos a placa familiar.

22 dias para fazer a circunvolução terrestre pelo sul da América do Sul!!!
8400 km rodados por 5 países: Brasil, Paraguay, Argentina, Chile e Uruguay!!!
R$ 6.150,00 gastos entre transporte, alimentação e hospedagem perfazendo US$ 81,26 ou R$ 140,00 por pessoa ao dia. Esse custo me surpreendeu, ficou 30% abaixo de nossa previsão. E estivemos em bom hotéis e tivemos jantares memoráveis!
O que ficou dessa viagem, além de um monte de moedas desparelhadas e inúteis?

Ficou a convicção que um bom planejamento é fundamental para assegurar uma viagem sem problemas e crises...
Ficou o prazer da companhia em fulltime do Alexandre (desde sua adolescência  isso não acontecia)...
Ficou a convicção que o carro adequado nos deu a segurança necessária...
Ficou uma trilha sonora memorável...
Ficou nossos olhares deslumbrados com a magnificência da cordilheira, dos prados e dos rios...
Ficou um conhecimento mais concreto dos vinhos e seus vinhedos....
Ficou uma consciência geográfica e cultural da diversidade...
Ficaram sensações e emoções para o resto da vida....

Mico, havia de ter um!

Nosso penúltimo dia de viagem e o dia amanhece chovendo em Joinville. Teríamos uma longa jornada pela frente. Repetindo o ritual dos dias anteriores, consultamos o deus Google para saber a rota. Duas opções na rota do Paraná: seguir por Adrianópolis ou Ponta Grossa, 120 km a mais.
Claro que escolhemos a alternativa mais lógica: vamos pela estrada mais perto.
Decisão errada!!!!
Deveríamos ter desconfiado de algo quando não havia uma única placa indicando Colombo e Adrianópolis. Com a energia dos obssessivos, perseguimos tal caminho e o encontramos.... para nos depararmos com uma estrada de terra no meio do nada. Pergunta aqui, pergunta ali... o mapa conferia, toca seguir em frente porque voltar também era complicado.
Por fim, encontramos a BR 476, a estrada da Ribeira. Fomos descobrir (e só viajando você descobre essas coisas) que aquela região oscilava de terreno ondulado para fortemente ondulado a montanhoso (DER Paraná), o que significou 150 quilometros de curvas. De verdade: curvas, uma ao lado da outra, subindo e descendo as montanhas da Serra do Mar, a 70 km/hora.
Paisagem belíssima e deserta; nós, as montanhas e a floresta.Nossa paciência!
Lembro da minha infancia (década de 50) em Capão, quando o fluxo do trânsito entre Curitiba e São Paulo passava por lá e continuava nessa estrada.... Lembrei dos antigos caminhões FNM verdes.... imaginei-os em sua lentidão trafegando por aquelas curvas.... Eh, os motoristas de dantes tinham outro humor......
Atravessamos o Rio Ribeira de Iguape (que saiu do nada no meio da cidade) na fronteira entre os dois estados: as cidades de Adrianópolis de um lado e Ribeira de outro. Dois lugares perdidos no mundo e separadas por um rio majestoso.
Mais tres cidades: Ribeira, Apiaí e Guapiara... estávamos chegando a Capão Bonito.
pausa para ir dormir no sítio, o lugar mais lindo do mundo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Saindo de Porto Alegre - um dia difícil

Leo nos deu a dica: fugir da BR 216 (que atravessa o país pelo interior) e vaijar pela BR 101, que estaria duplicada e cortaria a costa. Em território gaúcho foi uma maravilha: estrada dupla, pouco transito e - por pura opção, pegamos o Caminho do Mar, margeando as praias gaúchas. Praias planas, sem nenhuma baía, nenhuma enseada, nenhum coqueiro.
Após cruzarmos a fronteira com Santa Catarina, começou a chover; o trânsito (principalmente caminhões) aumentou muito e as estradas - ao contrário - pioraram. Muitos desvios, estradas provisórias e poucas pistas duplas. O litoral, se houvesse bom tempo seria belo, em alguns momentos chegava a lamber a estrada, mas estava tudo cinzento e nós - tensos pela estrada - nem prestávamos muita atenção à natureza.
Santa Catarina vale uma semana de exploração devagar e minuciosa.
Mas nem tudo era tragédia: encontramos um outlet de malhas; fizemos a festa: camisa hering básica custando R$ 13,00. Treze reais!!!!!
Conforme foi escurecendo a chuva foi apertando........ decidimos mudar os planos; pararmos em Joinville, 100 km antes de Curitiba, nosso objetivo quando pegamos a estrada pela manhã. Foi a melhor coisa: cidade encostada na BR, com bons hotéis a preços honestos, um monte de restaurantes.... Joinville cresceu de maneira parecida com Pinda, se industrializou e perdeu aquele ar de colonia alemã como conheci há 20anos atrás.

Arthur, o mais novo membro da familia Bugni, nasceu em Porto Alegre


No dia 28 de março, em Porto Alegre, nasceu Arthur Bugni Ribeiro, filho da Ana Cristina Bugni e Leonardo Ribeiro. Ana era uma garota de Sorocaba que veio para o sul para fazer hotelaria, quando ninguém ainda falava disso, numa das primeiras turmas no Brasil. Fez muitas andanças pelo país, montando hotéis; voltou há Porto Alegre há alguns anos e encontrou o Leo.

E agora tem o Arthur........

Pelotas - ah, tem um causo para contar

Pelotas é um município brasileiro da região sul do estado do Rio Grande do Sul. Considerado uma das capitais regionais do Brasil, juntamente com o município de Rio Grande, possui uma população de 327.778 habitantes e é a terceira cidade mais populosa do estado.
Está localizado às margens do Canal São Gonçalo que liga as Lagoas dos Patos e Mirim, as maiores do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, ocupando uma área de 1.609 km² e com cerca de 92% da população total residindo na zona urbana do município. Pelotas está localizada a 250 quilômetros de Porto Alegre, a capital do estado.
Na história econômica do município destaca-se a produção do charque que era enviado para todo o Brasil, e fez a riqueza de Pelotas em tempos passados.
O município conta com cinco instituições de ensino superior, quatro grandes escolas técnicas, três teatros, uma biblioteca pública, vinte e três museus, dois jornais de circulação diária, três emissoras de televisão, um aeroporto e um porto flúvio-lacustre localizado às margens do Canal São Gonçalo.
Tanto a zona urbana quanto a rural de Pelotas conta com monumentos, paisagens e vistas belíssimas, que levaram a televisão brasileira a escolher o município já por duas vezes como cenário para suas produções: "Incidente em Antares", cuja locação foi feita na zona do porto; e "A Casa das Sete Mulheres", filmada numa charqueada na zona rural.
Em Pelotas é realizada todos os anos a tradicional Fenadoce - Feira Nacional do Doce -, festa de eventos ancorada pelos famosos doces de origem portuguesa e que fazem a fama de Pelotas.