João e eu começamos a viajar hoje. Fazemos isso todo ano desde 2021; é nossa quinta viagem. As anteriores foram Passa Quatro, Foz do Iguaçu, Petropolis, Itacaré, Itália e - agora, Salta. Começamos a viajar cedo, ele tinha 5 anos na primeira viagem.
A companhia é a Aerolineas Argentinas, num velho avião azul; tão velho que não tem tomada USB para carregar equipamentos. Me sinto insegura em aviões assim, tenho a impressão que eles vão se desmanchar a qualquer turbulência.
Não trouxe roupa adequada para o avião, sinto frio, precisava de um xale. Tenho um casaco na mala, mas dá trabalho pegá-lo.
Algum tempo depois desembarcamos no Aeroparque, um aeroporto pequeno, antigo e caótico. Fazia muito calor e o ar condicionado não dava conta pois circulava muita gente; pouquíssimos brasileiros; a Argentina está cara para nós. O dólar valia hoje 1.440 pesos.
O voo para Salta atrasou duas horas; foi tenso pois já estavam previstos outras duas horas para a conexão. Quando embarcamos, tanto eu quanto o João estávamos no limite, exaustos. Estamos há 14 horas viajando, desde casa, desde Pinda.
Voo tranquilo, chegaremos em Salta em meia hora, será bom ter alguém nos esperando para levar ao hotel. Daí, jantar e dormir.
Chegada em noite escura; um motorista nos levou até o Hotel La Candela, um velho casarão colonial espanhol adaptado para hotel. A conversa fluiu fácil com o Gautano, nosso motorista. Meu espanhol vai reaparecendo aos poucos. Falamos atualidades do país, a nova ordem economica e alguns temas locais.
Quarto agradável; desistimos de sair para jantar; estamos exaustos.
Amanhã será um dia intenso.

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