sábado, 11 de janeiro de 2025

28.7 - Itália. Trem de Bolzano a Lecce

Estava bem frio quando deixamos o maravilhoso hotel Grief, em Bolzano. Eram seis horas da tarde, já escuro e precisamos caminhar uns 500 metros até a estação de trem.  Minha mala tinha- se quebrado na vinda e agora ela estava remendada com fita adesiva. Mas aguentou o desafio. Estação pequena, com apenas uma cafeteria e muitas pessoas buscando um lugar abrigado e aquecido; um pouco de tumulto.
Na plataforma, esperando o trem, o vento gelado corria solto; foi o momento de maior frio da viagem. Queria que o trem chegasse logo e nos acolhesse. Mas eles sempre atrasam. Era um trem regional, antigo, que parava em todas as estações, mas era aquecido e acolhedor.

Faríamos conexão em Bologna, com um pouco mais de três horas de viagem mas tínhamos tempo para isso (pouco mais de uma hora). E o trem seguia lentamente, parando de estação em estação, gente entrando e saindo. Afinal, era noite de domingo, hora de voltar para casa.

Mas em uma parada o trem não saiu. Ficou e ficou, atrasando toda a viagem e colocando em risco nossa conexão em Bologna. Decidi não me importar, deixei o celular com o João, para que a parada o incomodasse o menos possível. O assunto que correu entre os passageiros é que houve uma briga entre passageiros no vagão da frente, com um deles jogando spray de pimenta no outro, que exigia a presença da polícia para registrar a queixa.

E o trem seguia parado... Em algum momento a Eta me falou que a estação se chamava Poggio Rusco.

 

Estação de trem de Poggio Rusco

- Poggio Rusco!!!! 
- Como assim? 
- O que os céus estavam a me dizer?
- Explico: Poggio Rusco é a cidade onde nasceu meu avô, Ettore Bugni e de onde a familia Bugni (Lucindo, Luigia e alguns filhos) emigrou para o Brasil, mais especificamente, uma fazenda de café em Salto Grande (hoje Salto).

Desci em meio à neblina e ao frio para fotografar a placa indicando o nome da estação. Era um bom sinal, se era. Ainda levou um tempo para o trem se movimentar e partir.

Bologna.

Estação moderna e fácil de se movimentar. Tínhamos 15 minutos para chegar à plataforma de embarque para Lecce. Deu tempo. Deu até para comprar água numa maquina encostada em um canto da plataforma.

Viagem de Bologna à Lecce

Era a segunda parte e a mais interessante, viajaríamos em cabines leito, uma experiência completamente nova para o João.

Entramos no vagão com malas pesadas. É a parte ruim da viagem, as malas.

Nosso vagão tinha um beliche de três camas: Eta ficou com a inferior, João com a do meio. Subi na escada de acesso à cama superior e não me atrevi, poderia té subir, mas não aguentaria o perrengue de descer. Decidi dormir com o João em uma cama de solteiro no beliche intermediário. Havia uma faixas de contenção para não cair, confiei nelas. João foi para o canto e eu me encostei nos tais cintos. Nossas malas estacionadas dentro da cabine nos dava a segurança de podermos dormir a noite toda. Seriam mais 8 horas de viagem até Lecce, na Puglia.


Acordamos já dia claro uma hora antes de desembarcar; a linha férrea corria paralela ao mar. Muitas cidades e vilas-balneários: Bari, Polignano al Mare, Monopoli, Ostuni, Brindisi, Lecce. No verão tudo fica muito movimentado.

Eram mais de 8 horas da manhã quando chegamos a Lecce. estação em obras e tapumes, andamos um quarteirão até entrarmos num taxi que nos levou ao local de hospedagem, a 400 metros do centro histórico.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

28.6 - Itália. Ortisei

Ortisei é uma cidade ou comuna de turismo de inverno localizada nos Dolomitas, os Alpes italianos. Pertence à província de Bolzano, na região do Alto-Adige e tem cerca de 5.000 (cinco mil) habitantes.




Vista aérea de Ortisei com as montanhas dos Dolomitas ao fundo


 

28.5 - Itália. Collalbo

Collalbo é uma vila no coração dos Dolomitas, vizinha de Bolzano.
É rica em trilhas de montanha. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

28.4 - Itália. Bolzano

Até 1920, Bolzano era austriaca, fazia parte do Império Austro-húngaro. Com a dissolução do Império (e outros mais), ela foi anexada à Itália. A cultura,  a língua, tudo aqui remete à Áustria. Mas a anexação da província de Bolzano foi uma das condições impostas pela Itália na negociação. Tive a impressão que essa ferida ainda sangra.